iiiiii

Universos sincopados. Explosão extra-celular.Hoje estou feliz. É um novo amor se anunciando? É o novo velho amor que nunca me abandonou.Complexos celulares em cadeia conectando todo o universo através da lei da atração.Deveríamos cuidar melhor do Brasil. Mas ninguém gosta daqui. Só os de fora, mas esses têm tratamento médico de primeiro mundo. Então fica fácil.Metástase, do grego Metastatis. O crime perfeito mudou de lugar.A razão do homem-bomba não é diferente da teoria científica vendida como um produto no cinema e na televisão.Homens-bomba vendem mais que pão. Se subiu sua ação, porque não?Você pensa que é um artista plástico, mas é só mais um sem talento. O que dá no mesmo na contemporaneidade das coisas. Redundância cultural.O ready-made morreu de velho e você ainda está aí. Atrasado.Antiquado. Bobalhão.
Muitas carreiras de cocaína. Poucas de heroína.O universo te odeia.Vírus ebola. Bactéria bucal. Preservativos vencidos.Fatal.

Universos sincopados. Explosão extra-celular.
Hoje estou feliz. É um novo amor se anunciando? É o novo velho amor que nunca me abandonou.
Complexos celulares em cadeia conectando todo o universo através da lei da atração.

Deveríamos cuidar melhor do Brasil. Mas ninguém gosta daqui. Só os de fora, mas esses têm tratamento médico de primeiro mundo. Então fica fácil.
Metástase, do grego Metastatis. O crime perfeito mudou de lugar.

A razão do homem-bomba não é diferente da teoria científica vendida como um produto no cinema e na televisão.
Homens-bomba vendem mais que pão. Se subiu sua ação, porque não?

Você pensa que é um artista plástico, mas é só mais um sem talento. O que dá no mesmo na contemporaneidade das coisas. Redundância cultural.
O ready-made morreu de velho e você ainda está aí. Atrasado.
Antiquado. Bobalhão.

Muitas carreiras de cocaína. Poucas de heroína.
O universo te odeia.

Vírus ebola. Bactéria bucal. Preservativos vencidos.
Fatal.

#textos 
Estava ali prostrado olhando pro nada. Diante do nada.Há tempos havia perdido a fé em Deus então se apinhou à ciência e mais uma desilusão.Um dia acordou e percebeu como foi infantil tentando explicar o inexplicável. Viu que Deus não passava de um travesti mudando de roupa; a mais alegórica à seu tempo.O pensamento que criou Deus, o mesmo pensamento criador, parecia-lhe agora uma ilusão. E então questionou a razão, ali, na cama, ainda olhando pro nada.Nada. Nada mais em seu mundo era sólido, tátil. Só enxergava o vazio, mas nem por isso se desesperou.Sem as muletas da religião, da ciência e do pensamento, estaria eu finalmente livre para pensar, ou melhor, não-pensar por mim mesmo? - Pensou.Nesse momento deu um salto no vazio. Bateu de cara, primeiro na madeira da cama e depois no piso frio.Passou 18 dias internado no Beneficiência Portuguesa, com a cara enfaixada, ao lado de um monte de velhos, sem esperança no futuro.

Estava ali prostrado olhando pro nada. Diante do nada.
Há tempos havia perdido a fé em Deus então se apinhou à ciência e mais uma desilusão.
Um dia acordou e percebeu como foi infantil tentando explicar o inexplicável. Viu que Deus não passava de um travesti mudando de roupa; a mais alegórica à seu tempo.
O pensamento que criou Deus, o mesmo pensamento criador, parecia-lhe agora uma ilusão. E então questionou a razão, ali, na cama, ainda olhando pro nada.
Nada. Nada mais em seu mundo era sólido, tátil. Só enxergava o vazio, mas nem por isso se desesperou.
Sem as muletas da religião, da ciência e do pensamento, estaria eu finalmente livre para pensar, ou melhor, não-pensar por mim mesmo? - Pensou.

Nesse momento deu um salto no vazio.
Bateu de cara, primeiro na madeira da cama e depois no piso frio.
Passou 18 dias internado no Beneficiência Portuguesa, com a cara enfaixada, ao lado de um monte de velhos, sem esperança no futuro.

#textos 
Questões idílicasAgora que tinha dinheiro, não tava nem aí com a porra da pobreza na África, os 25% de desempregados na Espanha, a volta de Jesus da Galiléia, a vadia que achou ele um maníaco só porque um dia dissera que a amava.Enquanto era pobre, todas as questões humanitárias o interessavam. Perdia o sono pensando na fome e no frio dos mais necessitados, nos índios, os pássaros em extinção, os protocolos dos sábios de Sião, etc. Piedade? Nem lembra o significado dessa palavra.Queria agora falar sobre a variação cambial, o fim do euro, a política externa brasileira conivente com ditadoretes cucarachos, a vagina da Monica Matos, seu desempenho brilhante na partida de ontem à noite, queria desmascarar a maquinação pérfida do Obama pra garantir uns votos entre um tiroteio no cinema e um jogo da NBA…Precisava mostrar que era rico e se interessava por coisas de gente rica. Precisava ser odiado.Sempre desconfiou que a humildade fosse qualidade dos pobres pra se sentirem superiores aos ricos, mas agora tinha certeza.Comprou uma pistola Taurus .92 pra se defender dos pobres, mandou blindar os vidros da SUV zerada e estacionada na garagem do seu duplex.Comprava todos os quadros e livros de arte que via pela frente. Nunca leu um. Se interessava mais pelos quadros dos artistas que tiveram a vida mais fudida de todas. Encheu o duplex de Cezannes e Rothkos, ainda que nenhum deles combinassem com a decoração feita por uma bicha inglesa que já esqueceu o nome.Esqueceu também o nome da vadia que estava deitada do lado direito de sua cama. Pensou em abrir a GQ do mês passado e pegar o nome dela lá, porém quem se importa com nomes quando se está com o cérebro encharcado de Chardonnay, Dom Pérignon, tanto faz.Conheceu a felicidade quando, pronto pra desistir de tudo, vendeu seu único apartamento de 2 dormitórios num subúrbio de São Paulo e foi morar de aluguel. Com o dinheiro da venda comprou 30.000 ações de uma holding que entre outras coisas, explorava o solo da Namíbia em busca de petróleo e minério. No outro ano encontraram uma jazida, sob solo africano, maior que o estado do Pará e foi então que ele viu suas ações valorizarem mais de 1.000% em um único dia.Vendeu todas as ações no ápice, teve sorte, fez outros investimentos, conheceu gente certa, teve sorte.. Sorte?Depois dessa época nunca mais lembrou da África. Havia esquecido os índios também.Viveu feliz por mais muitos anos. Morreu naturalmente, dormindo, ao lado de uma vadia que nem lembrava mais o nome.

Questões idílicas

Agora que tinha dinheiro, não tava nem aí com a porra da pobreza na África, os 25% de desempregados na Espanha, a volta de Jesus da Galiléia, a vadia que achou ele um maníaco só porque um dia dissera que a amava.

Enquanto era pobre, todas as questões humanitárias o interessavam. Perdia o sono pensando na fome e no frio dos mais necessitados, nos índios, os pássaros em extinção, os protocolos dos sábios de Sião, etc. Piedade? Nem lembra o significado dessa palavra.

Queria agora falar sobre a variação cambial, o fim do euro, a política externa brasileira conivente com ditadoretes cucarachos, a vagina da Monica Matos, seu desempenho brilhante na partida de ontem à noite, queria desmascarar a maquinação pérfida do Obama pra garantir uns votos entre um tiroteio no cinema e um jogo da NBA…

Precisava mostrar que era rico e se interessava por coisas de gente rica. Precisava ser odiado.

Sempre desconfiou que a humildade fosse qualidade dos pobres pra se sentirem superiores aos ricos, mas agora tinha certeza.

Comprou uma pistola Taurus .92 pra se defender dos pobres, mandou blindar os vidros da SUV zerada e estacionada na garagem do seu duplex.

Comprava todos os quadros e livros de arte que via pela frente. Nunca leu um. Se interessava mais pelos quadros dos artistas que tiveram a vida mais fudida de todas. Encheu o duplex de Cezannes e Rothkos, ainda que nenhum deles combinassem com a decoração feita por uma bicha inglesa que já esqueceu o nome.

Esqueceu também o nome da vadia que estava deitada do lado direito de sua cama. Pensou em abrir a GQ do mês passado e pegar o nome dela lá, porém quem se importa com nomes quando se está com o cérebro encharcado de Chardonnay, Dom Pérignon, tanto faz.

Conheceu a felicidade quando, pronto pra desistir de tudo, vendeu seu único apartamento de 2 dormitórios num subúrbio de São Paulo e foi morar de aluguel. Com o dinheiro da venda comprou 30.000 ações de uma holding que entre outras coisas, explorava o solo da Namíbia em busca de petróleo e minério. No outro ano encontraram uma jazida, sob solo africano, maior que o estado do Pará e foi então que ele viu suas ações valorizarem mais de 1.000% em um único dia.

Vendeu todas as ações no ápice, teve sorte, fez outros investimentos, conheceu gente certa, teve sorte.. Sorte?

Depois dessa época nunca mais lembrou da África. Havia esquecido os índios também.

Viveu feliz por mais muitos anos. Morreu naturalmente, dormindo, ao lado de uma vadia que nem lembrava mais o nome.

#textos 
O escritorNão articulava tão bem as palavras como sonhou um dia, ainda assim era digno da admiração dos amigos e da família. Tinha total consciência de que qualquer coisa escrita pós Kafka seria literatura de segunda mão; porcaria reciclada pra um público não muito exigente, consumidores de alimentos enlatados, fast food, porcaria industrial.Cônscio de sua limitação e do quão inútil para a humanidade era sua labuta,  labutava, um pouco pela pouca fama que seu nome carregava, e isso lhe aprazia, e um pouco para aliviar a consciência de ter jogado a vida fora atrás de um sonho, uma fantasia, como seus personagens.Um dia viu um boi morto na estrada a caminho de casa e pensou como seria bom ser aquele boi, morto. Lembrou de um conto de Manuel Bandeira e sorriu.Não tinha gosto pela vida; só pelas idéias. A idéia de um corpo feminino nú, a idéia do canto do bem-te-vi na janela da casa que morava na infância.A vida fora um desperdício de papel e tinta.Os odores, os prazeres, a ambição, o primeiro prêmio. Nada disso caberia em todas as palavras já escritas. A experiência ia além da ficção.Tudo o que fizera até então fora um embuste. Era um embusteiro, um traidor no fim das contas? Deveria parar de escrever? Nada disso. Além de um embusteiro, era um covarde. 

O escritor

Não articulava tão bem as palavras como sonhou um dia, ainda assim era digno da admiração dos amigos e da família. Tinha total consciência de que qualquer coisa escrita pós Kafka seria literatura de segunda mão; porcaria reciclada pra um público não muito exigente, consumidores de alimentos enlatados, fast food, porcaria industrial.
Cônscio de sua limitação e do quão inútil para a humanidade era sua labuta,  labutava, um pouco pela pouca fama que seu nome carregava, e isso lhe aprazia, e um pouco para aliviar a consciência de ter jogado a vida fora atrás de um sonho, uma fantasia, como seus personagens.
Um dia viu um boi morto na estrada a caminho de casa e pensou como seria bom ser aquele boi, morto. Lembrou de um conto de Manuel Bandeira e sorriu.
Não tinha gosto pela vida; só pelas idéias. A idéia de um corpo feminino nú, a idéia do canto do bem-te-vi na janela da casa que morava na infância.
A vida fora um desperdício de papel e tinta.
Os odores, os prazeres, a ambição, o primeiro prêmio. Nada disso caberia em todas as palavras já escritas. A experiência ia além da ficção.
Tudo o que fizera até então fora um embuste. Era um embusteiro, um traidor no fim das contas? Deveria parar de escrever?
Nada disso. Além de um embusteiro, era um covarde. 

#textos 
Minha musa inspiradora, A doce vida de Fellini,Meu drama.Encontrei em você meu enredo, A luz que dá vida à todas as coisas, Minha trama.Você é meu caminho do meio, Minha pintura neoclássica, Minha poesia parnasiana. Você é o sonho em minha cama,Minha filosofia,Minha dama.

Minha musa inspiradora,
A doce vida de Fellini,
Meu drama.

Encontrei em você meu enredo,
A luz que dá vida à todas as coisas,
Minha trama.

Você é meu caminho do meio,
Minha pintura neoclássica,
Minha poesia parnasiana. 

Você é o sonho em minha cama,
Minha filosofia
,
Minha dama.

#textos 
Lady Maria Conyngham (died 1843) by Sir Thomas Lawrence (English, Bristol 1769–1830 London) ca. 1824–2. MET, NYC
O inglês Sir Lawrence foi o arquétipo do nobre. Pintava desde muito jovem e aos 10 anos de idade já sustentava a numerosa família com seus quadros, quando mais velho pintou retratos para lordes e rainhas. Foi presidente da Royal Academy. Colecionava arte clássica. Não bebia, não fumava, não apostava. Pintou centenas de retratos femininos, nunca foi casado (mas as más linguas dizem que tem um filho dele andando por ai). Seus retratos tinham um ar primaveril, suas musas pareciam puras como uma obra de arte. Foi acusado de ser “um eterno adolescente” pelos seus mais ferrenhos críticos.
Nunca estudou arte e seu estilo evoluiu muito pouco durante sua vida, provando que se nasce bom or die trying.
Ganhou muito dinheiro durante a vida e gastou tudo, acredita-se, com obras de arte (que muitas vezes precisou vender para cobrir os rombos na sua conta), terminando a vida assim mais ou menos como seu pai, um dono de pensão, falido.
Lady Harriet Maria Conyngham foi casada com um barão da família Somerville, homem de sorte, pistolão. Durante a vida não usou micro shorts, não aplicou botox nem sonhou em turbinar as mamas, não chegou na velocidade 5 (nem na 1.. nem na 0) do créu. Gostava de Chico Buarque, mas achava Vinícius meloso demais. Lia Clarice Lispector escondida do marido que achava a leitura subversiva demais para uma lady e aos finais de semana levava pra passear no Horto seu cachorro Byron (o lorde). Morreu no ano de 1843, mesmo ano da publicação do conto O Coração Delator do Edgar Allan Poe. Você pode ver um vídeo com o conto aqui. 

Lady Maria Conyngham (died 1843) by Sir Thomas Lawrence (English, Bristol 1769–1830 London) ca. 1824–2. MET, NYC

O inglês Sir Lawrence foi o arquétipo do nobre. Pintava desde muito jovem e aos 10 anos de idade já sustentava a numerosa família com seus quadros, quando mais velho pintou retratos para lordes e rainhas. Foi presidente da Royal Academy. Colecionava arte clássica. Não bebia, não fumava, não apostava. 
Pintou centenas de retratos femininos, nunca foi casado (mas as más linguas dizem que tem um filho dele andando por ai). Seus retratos tinham um ar primaveril, suas musas pareciam puras como uma obra de arte. Foi acusado de ser “um eterno adolescente” pelos seus mais ferrenhos críticos.

Nunca estudou arte e seu estilo evoluiu muito pouco durante sua vida, provando que se nasce bom or die trying.

Ganhou muito dinheiro durante a vida e gastou tudo, acredita-se, com obras de arte (que muitas vezes precisou vender para cobrir os rombos na sua conta), terminando a vida assim mais ou menos como seu pai, um dono de pensão, falido.

Lady Harriet Maria Conyngham foi casada com um barão da família Somerville, homem de sorte, pistolão. Durante a vida não usou micro shorts, não aplicou botox nem sonhou em turbinar as mamas, não chegou na velocidade 5 (nem na 1.. nem na 0) do créu. Gostava de Chico Buarque, mas achava Vinícius meloso demais. Lia Clarice Lispector escondida do marido que achava a leitura subversiva demais para uma lady e aos finais de semana levava pra passear no Horto seu cachorro Byron (o lorde). 
Morreu no ano de 1843, mesmo ano da publicação do conto O Coração Delator do Edgar Allan Poe. Você pode ver um vídeo com o conto aqui

#textos 
O tempo passa ou você que passa por ele? E se nem essas hipoteses fossem verdadeiras? E se existissem mesmo infinitos tempos paralelos com universos infinitos contidos em cada um deles e infinitos você estariam em infinitos espaços cada qual em seu tempo? E o tempo desse eu que agora escreve vai acabar, meu deus? Será que eu vou acabar? E quando vai acabar? E se acabar? E se…?

O tempo passa ou você que passa por ele? E se nem essas hipoteses fossem verdadeiras? E se existissem mesmo infinitos tempos paralelos com universos infinitos contidos em cada um deles e infinitos você estariam em infinitos espaços cada qual em seu tempo? E o tempo desse eu que agora escreve vai acabar, meu deus? Será que eu vou acabar? E quando vai acabar? E se acabar? E se…?

#textos 
Existem momentos em que tudo trava. A vida entra em stand-by e não é possivel avançar ate que seja feita uma análise. Conhece-te a ti mesmo. Aquilo que não nos deixa avançar é um conflito entre a tríade que nos habita, id, ego e superego. O ego faz de tudo para agradar as duas… Mas que diabo estou psicanalisando aqui… Xo capeta! O que quero expor é que as barreiras estão em minha cabeça, um conflito da nossa própria natureza e que podemos superar se olharmos com franqueza nossas idéias.
Não esqueça que suas mais sólidas idéias e ideais sao alucinações. Só existem em sua cabeça e toda ela foi herdada, assim restando pouco de você naquilo que você acredita ser, odeia e se orgulha as vezes. Estais brigando com os moinhos de Cervantes e perdidamente apaixonado pela Dulcinéia, nem se dá conta que está apaixonado pelo seu proprio reflexo na água. O que eu quero que entenda é que só derrotará os moinhos de vento e dará o proximo passo no seu curto caminho pela vida quando aceitar quem é e pra se aceitar, primeiro, deve-se descobrir e só vai-te descobrir quando se analisar. São as 4 nobres verdades de Buda e nao tem como fugir.
Encarar a verdade é doloroso. Aceitar que passou a vida dentro de um sonho e que tudo aquilo que chamou de realidade nao passou de uma alucinação e que essa voz na sua cabeça que parece a sua está te dando conselhos errados a vida toda, e pior, ela é mais um sensor cruel do que você mesmo… bem, é preciso coragem e desapego.
Seu self-value te destrói. Seu ódio é medo. Seu amor, apego. Nao há nada de lindo nos valores humanos. Esses não passam de sentimentos grosseiros, cruéis e possessivos revestidos em ouro; para que você nao se ofenda, nada pessoal. Aceite Shiva, a força destrutiva da natureza. Aceite o ódio que sente pelos seus pais, aceite a dor que te acompanha todo minuto e a felicidade espasmódica também. Aceite sua infidelidade. Seu desejo de conquista e escravidão que chama de amor. Aceite-se humano e cheio de defeito como é. Aceite seus vícios. Erga em riste seu dedo médio para a moral cristã, burguesa, política ou familiar. As coisas ficarão mais leves e sem todo esse peso ficará mais fácil dar o próximo passo nesse caminho sem sentido que você chama de vida.

Existem momentos em que tudo trava. A vida entra em stand-by e não é possivel avançar ate que seja feita uma análise. Conhece-te a ti mesmo. Aquilo que não nos deixa avançar é um conflito entre a tríade que nos habita, id, ego e superego. O ego faz de tudo para agradar as duas… Mas que diabo estou psicanalisando aqui… Xo capeta! O que quero expor é que as barreiras estão em minha cabeça, um conflito da nossa própria natureza e que podemos superar se olharmos com franqueza nossas idéias.

Não esqueça que suas mais sólidas idéias e ideais sao alucinações. Só existem em sua cabeça e toda ela foi herdada, assim restando pouco de você naquilo que você acredita ser, odeia e se orgulha as vezes. Estais brigando com os moinhos de Cervantes e perdidamente apaixonado pela Dulcinéia, nem se dá conta que está apaixonado pelo seu proprio reflexo na água. O que eu quero que entenda é que só derrotará os moinhos de vento e dará o proximo passo no seu curto caminho pela vida quando aceitar quem é e pra se aceitar, primeiro, deve-se descobrir e só vai-te descobrir quando se analisar. São as 4 nobres verdades de Buda e nao tem como fugir.

Encarar a verdade é doloroso. Aceitar que passou a vida dentro de um sonho e que tudo aquilo que chamou de realidade nao passou de uma alucinação e que essa voz na sua cabeça que parece a sua está te dando conselhos errados a vida toda, e pior, ela é mais um sensor cruel do que você mesmo… bem, é preciso coragem e desapego.

Seu self-value te destrói. Seu ódio é medo. Seu amor, apego. Nao há nada de lindo nos valores humanos. Esses não passam de sentimentos grosseiros, cruéis e possessivos revestidos em ouro; para que você nao se ofenda, nada pessoal. Aceite Shiva, a força destrutiva da natureza. Aceite o ódio que sente pelos seus pais, aceite a dor que te acompanha todo minuto e a felicidade espasmódica também. Aceite sua infidelidade. Seu desejo de conquista e escravidão que chama de amor. Aceite-se humano e cheio de defeito como é. Aceite seus vícios. Erga em riste seu dedo médio para a moral cristã, burguesa, política ou familiar. As coisas ficarão mais leves e sem todo esse peso ficará mais fácil dar o próximo passo nesse caminho sem sentido que você chama de vida.

#textos 
Tive 3 sonhos esta noite. Um no início da noite, o segundo na madrugada e o terceiro pela manhã. Me lembro claramente do terceiro. Eu era um mendigo numa cidade muito parecida com Paris, cheia de pessoas de todas nacionalidades disputando espaço entre o clássico e o moderno. Em frente à um castelo, ou seria um palácio, nao sei, eu conversava com um jovem elegante e de traços finos - era Apollo. Ele, com o desdém dócil dos verdadeiros sábios, me explicava alguma coisa simples sobre o funcionamento e a implicação da vitória, e ouvir aquilo me enchia de esperança. Aquela sensação de que iria vencer e já via o triunfo como certo se tornou a única pintura no quadro da minha imaginação. Acordei. Acordei ainda com o gosto da vitória, mas mais que isso, tive a impressão de que vivera em 3 tempos diferentes. Que estranha sensação. Como se essa consciência que vos escreve estivesse por aqui, há séculos, milênios, apenas trocando de corpo quando esse perdesse sua utilidade. Se eu fosse um místico, estaria agora acreditando na eternidade e na existência da alma, no céu e inferno ou no extramundo. Ainda bem que tenho estudo!
Acredito que os sonhos são uma colcha de retalhos da minha memória, sem nenhuma implicação metafísica nisso, exatamente como num filme de Jodorowsy. Se vêem algum significado, este faz parte da tendência humana em buscar explicações, o fel da razão. Portanto refuto a psicanálise e a vejo apenas como mais um placebo para as almas desesperadas por apego e explicação ao caos da existência. E como bem lembrado por James Hillman, são seculos de psicanálise e o mundo continua a mesma merda; então mande seu psiquiatra pra pqp e gaste esse dinheiro em passagens para as ilhas Canárias que te fará muito melhor.
Curioso como a ilusão usa de recursos sujos para subverter a razão. Cria um teatro e ainda explora a imaginação, meu bem mais precioso.

Tive 3 sonhos esta noite. Um no início da noite, o segundo na madrugada e o terceiro pela manhã. Me lembro claramente do terceiro.
Eu era um mendigo numa cidade muito parecida com Paris, cheia de pessoas de todas nacionalidades disputando espaço entre o clássico e o moderno. Em frente à um castelo, ou seria um palácio, nao sei, eu conversava com um jovem elegante e de traços finos - era Apollo. Ele, com o desdém dócil dos verdadeiros sábios, me explicava alguma coisa simples sobre o funcionamento e a implicação da vitória, e ouvir aquilo me enchia de esperança. Aquela sensação de que iria vencer e já via o triunfo como certo se tornou a única pintura no quadro da minha imaginação. Acordei. Acordei ainda com o gosto da vitória, mas mais que isso, tive a impressão de que vivera em 3 tempos diferentes.
Que estranha sensação. Como se essa consciência que vos escreve estivesse por aqui, há séculos, milênios, apenas trocando de corpo quando esse perdesse sua utilidade.
Se eu fosse um místico, estaria agora acreditando na eternidade e na existência da alma, no céu e inferno ou no extramundo. Ainda bem que tenho estudo!

Acredito que os sonhos são uma colcha de retalhos da minha memória, sem nenhuma implicação metafísica nisso, exatamente como num filme de Jodorowsy. Se vêem algum significado, este faz parte da tendência humana em buscar explicações, o fel da razão. Portanto refuto a psicanálise e a vejo apenas como mais um placebo para as almas desesperadas por apego e explicação ao caos da existência.
E como bem lembrado por James Hillman, são seculos de psicanálise e o mundo continua a mesma merda; então mande seu psiquiatra pra pqp e gaste esse dinheiro em passagens para as ilhas Canárias que te fará muito melhor.

Curioso como a ilusão usa de recursos sujos para subverter a razão. Cria um teatro e ainda explora a imaginação, meu bem mais precioso.

#textos 
“Picasso, seu trabalho é muito bonito e tals, MAS esse rosto… não sei… daria pra vc mudar, deixar mais reaaal, mais bunitim, sabe cumé?”
Ás vezes fico imaginando esse diálogo (ou monólogo) entre um publiciOtário brasileiro e o pintor espanhol. Imagino o gentil homem escutando isso, dando uma risada em alto e bom som típica dos catalões, dando de costas pro pobre homem e falando alguns impropérios em sua língua pro pobre Sabartes que precisará pedir que o amigo Brasuca se retire. Pobre Sabartes, sempre encarregado da pior tarefa.
A publicidade no Brasil é uma piada de mal gosto. Aos olhos dos gringos parece a melhor publicidade do mundo, mas o que gringo vê é pra gringo ver, pra ganhar prêmio e como diria o Mano Brown “é pra trazer os gringo pra dentro”. A realidade aqui é outra. A propaganda é prosaica, careta, feita mesmo pra débeis mentais. Mas sabe-se bem, aquele que fala como débil mental, débil mental o é.Basta ligar a tv durante o intervalo do Jornal Nacional; são as mesmas propagandas de cerveja de 1920 apelando pra sensualidade e a juventude, propagandas de carros que quando não apelam pra bravura indômita da alta classe é praquele humor xoxo, sem gracinha classe média adolescente. Precisa falar das propagandas de faculdades, creme pra cabelo, os rostos felizes nas propagandas de banco (olha minha cara de feliz quando tiro um extrato) e que mais? Sei lá.. não vejo tv. Mas há 30 anos passo na sala e minha mãe tá vendo as mesmas propagandas bestiais. Propaganda brasileira é criativa? AHAAAMM… só se for em Cannes… 
A publicidade aqui é um antro de gente burra, incompetente, sem talento, submissa e que precisa justificar o alto valor de suas campanhas (além de massagear o ego mas essa análise eu deixo pro velho austríaco) manipulando pessoas, corrompendo e mais um monte de jargões emprestados da política, aliás, seu fiel prosélito. Ehhh meu camarada, minha avó já dizia: Diga com quem andas e te direi quem és!
Nesse lamaçal eu não chafurdo. NÃO me submeto à hierarquia, NÃO bajulo o poder e NÃO to escravizado pelo dinheiro. Não preciso de chefe e ninguém me dizendo o que é bom ou o que não é… Isso eu venho aprendendo há 30 anos sozinho e assim vou continuar fazendo. E não preciso de suas migalhas nem preciso pegar emprestado o nome de seus clientes pra me fortalecer. Tenho a ARTE e isso me basta.Por isso, pobre publicOtário, não me diga o que fazer, não me peça pra mudar a cor dos olhos da Capitú, não faça isso se não quiser receber uma vuadora no peito, entendido?

“Picasso, seu trabalho é muito bonito e tals, MAS esse rosto… não sei… daria pra vc mudar, deixar mais reaaal, mais bunitim, sabe cumé?”

Ás vezes fico imaginando esse diálogo (ou monólogo) entre um publiciOtário brasileiro e o pintor espanhol. Imagino o gentil homem escutando isso, dando uma risada em alto e bom som típica dos catalões, dando de costas pro pobre homem e falando alguns impropérios em sua língua pro pobre Sabartes que precisará pedir que o amigo Brasuca se retire. Pobre Sabartes, sempre encarregado da pior tarefa.

A publicidade no Brasil é uma piada de mal gosto. Aos olhos dos gringos parece a melhor publicidade do mundo, mas o que gringo vê é pra gringo ver, pra ganhar prêmio e como diria o Mano Brown “é pra trazer os gringo pra dentro”. A realidade aqui é outra. A propaganda é prosaica, careta, feita mesmo pra débeis mentais. Mas sabe-se bem, aquele que fala como débil mental, débil mental o é.
Basta ligar a tv durante o intervalo do Jornal Nacional; são as mesmas propagandas de cerveja de 1920 apelando pra sensualidade e a juventude, propagandas de carros que quando não apelam pra bravura indômita da alta classe é praquele humor xoxo, sem gracinha classe média adolescente. Precisa falar das propagandas de faculdades, creme pra cabelo, os rostos felizes nas propagandas de banco (olha minha cara de feliz quando tiro um extrato) e que mais? Sei lá.. não vejo tv. Mas há 30 anos passo na sala e minha mãe tá vendo as mesmas propagandas bestiais. Propaganda brasileira é criativa? AHAAAMM… só se for em Cannes… 

A publicidade aqui é um antro de gente burra, incompetente, sem talento, submissa e que precisa justificar o alto valor de suas campanhas (além de massagear o ego mas essa análise eu deixo pro velho austríaco) manipulando pessoas, corrompendo e mais um monte de jargões emprestados da política, aliás, seu fiel prosélito. 
Ehhh meu camarada, minha avó já dizia: Diga com quem andas e te direi quem és!

Nesse lamaçal eu não chafurdo. NÃO me submeto à hierarquia, NÃO bajulo o poder e NÃO to escravizado pelo dinheiro. Não preciso de chefe e ninguém me dizendo o que é bom ou o que não é… Isso eu venho aprendendo há 30 anos sozinho e assim vou continuar fazendo. E não preciso de suas migalhas nem preciso pegar emprestado o nome de seus clientes pra me fortalecer. Tenho a ARTE e isso me basta.

Por isso, pobre publicOtário, não me diga o que fazer, não me peça pra mudar a cor dos olhos da Capitú, não faça isso se não quiser receber uma vuadora no peito, entendido?

#textos